Mais que palavras ... Sentimentos.
sábado, 18 de maio de 2013
Candura
Era uma noite normal da quarta semana de março. Ligou para o namorado, para amiga, deu um beijo na mãe e saiu para o curso.Ela não sabia o que lhe esperava naquele dia 18.
Antes de pegar a condução para o seu ponto de destino, encontrou uma pessoa, confiável, que ela conhecia, ele ofereceu uma carona e ela sem hesitar entrou no carro. O que poderia acontecer demais? Ela pensou. E nada aconteceu, até notar que o carro estava indo para um lugar fora do trajeto. A principio,não desconfiou de nada, toda inocente avisou ao motorista que ele estava pegando a rota errada. Ele olhou para ela e nada falou,apenas continuou a dirigir,estava indo para um lugar escuro, de mata densa, onde ninguém poderia ver ou escutar.
O desespero foi tomando conta da menina aos poucos, e se instaurou quando o carro parou. Tentou abrir as portas,estava trancada, começou a chutar o homem e a soltar altos gritos, porém inúteis .Ele só a olhava fixamente, aguentando os golpes da menina que mal faziam efeito.Cansou. Segurou os pulsos dela com força,solto-lhe uns gritos e mentiu dizendo que se ela 'cooperasse' tudo ficaria bem. Mas ela não engoliu essa história, continuou a lutar,era tarde, o homem já tinha rasgado suas roupas e tinha tirado sua pureza. Ela sentia-se suja e não parava de chorar.
E antes dele acabar com a vida dela, ele a olhou nos olhos e viu o que ele estava prestes a destruir. Uma menina meiga, que acreditava nas pessoas, alegre e não via mal em ninguém.Não suportou mais olha-la, pois percebeu que mesmo tendo o seu corpo, ele nunca teria a sua alma, pois ela ainda continuava pura, intacta e nada que ele fizesse tiraria isso dela.Ele pegou um arame e apertou contra o pescoço da menina, que estava dormente e não tinha mais forças para lutar.
Pés descalços, mãos atadas, corpo despido.
Br 232
Encontrada como lixo,a beira da estrada,ninguém digno ouviu seu ultimo suspiro.
domingo, 14 de abril de 2013
Improrrogável
Minha garganta fechada, meu estomago que não aguenta nada, meus rins suplicando por aguá e o meu coração, não sei. Ele ta aqui no centro do meu peito, hora batendo forte,hora querendo parar, desistir. Não de você,da vida.Por motivos nojentos, penso em jogar a toalha.Normal.
Eu só tenho 18 e você ainda vai para os 20.Somos crianças amadurecendo,'somos tão jovens' e temos tantas preocupações exacerbadas, tão inúteis, fúteis, tão nada.O que vamos fazer quando crescer?
Tenho medo.
As pessoas me assustam, as ruas são escuras, os terminais estão sempre lotados de gente, gente que se perdeu no meio do caminho, não sabem como voltar,alguns nem tentam mais, só sobrevivem. Saem de casa as 7:00 da amanha, só retornam as 23:00 e acabou. Os sonhos morreram, as decepções só se acumulam e dizem que esse futuro é algo inadiável. Não quero, não posso viver isso. Ainda da tempo de ser feliz, não precisamos ser assim, vamos viver nossos sonhos. Foge comigo?
Prometo te fazer querer viver todos o dias.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Transgressão
Alguns diriam que nessa noite ela foi tomada por coragem, outros afirmariam a participação do demônio em tal alto, pode ter sido ambos, não sei, mas posso afirmar que havia solidão e tristeza, esses foram o pivô da situação. Meu falar não é de mais um observador de fora, eu estava aqui o tempo todo, eu presenciei seu coração sendo despedaçado mais uma vez, eu escutei o teu pranto, eu não fiz nada. Pensei a mim não pertencer tal façanha, talvez pertencesse.
Então você fez o que sentia vontade há semanas,violou as regras. Você morreu.
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